22 dezembro, 2009

Estado fora do dentro

Concordo com a maldição do capitalismo. Profeta Gentileza escreveu capetalismo. Verona, a ordem não anunciada. A (des)ordem que velada engana e produziu a desconexão, o desentendimento esquizofrênico. Quais são as conexões e os entendimentos delas? Quais são os territórios? o próprio termo recentemente redescoberto, quando dado conta dos seus desaparecimentos.

De onde eu vejo, da acumulação primitiva veio a ruptura ecológica-territorial, e daí todo o resto: campo-cidade (!!), urbano/industrial-todo o resto, fonte-produto final (!!), natureza-sociedade (!!), espaço-sociedade. Desse pretenso hegemônico olhar maldito veio a fragmentação, a natureza vira um, dois, três...solo, solo agrícola, subsolo, recursos naturais, recursos minerais, um amplo mercado de mercadorias, tem pra quem tem. Crise ambiental, crises na (re)presentação, um mal estar de qual o sentido do mundo mesmo?

Estou com a produção de subjetividades outras; asignifixação. Por esses dias tive o privilégio (ando tendo, com muita sorte!) de ouvir da Camila coisas sobre contemporaneidade, multitemporalidades una, foi incrível, exemplo de olhar não-capitalístico, conectado, trabalhador no não desperdício da experiência. Oxalá vejo mais desses, por ai, por ali, geografando sem registrar materialmente, fluxos nos fixos.

Um encontro de escala mundial com estados nacionais com a temática do clima no planeta não pode ser considerado o mais importante do século - ouvi isso na TV, de que século tão falando, do 20 ou 21? Se for do 21, ai-meu-deus!! Tratando do impedimento de se extrapolar mais que 2⁰C na temperatura nos próximos não sei quantos anos, não vai, sem brincadeira, vai...desse jeito nenhum anjo ou sábio vai aparecer pra dar uma força. Os caras bem estão afim, mais são tão sábios e iluminados que preferem contribuir com o que realmente vai resolver, e a solução tá na transformação, inovação, não na manutenção.

A idéia de encontro é sempre boa, processual, que movimenta, põem em comum múltiplos olhares e faz crescer, explicita, exemplifica, retifica, densifica. Mais bacana ainda quando lida com as diferenças. Refletir as outras percepções ajuda na elaboração das políticas. Eu curto as mais conectadas, de escala mais ampliada, aquelas que vão além, e são anteriores e/ou transversais ao capital. De verdade. Viver no entendimento não fragmentado, dicotômico, transcendente ou não-reflexivo. Sabe pensar um território que extrapola os limites dados pelo Estado e mantem a conexão anterior? Os Guarani sabem. Sabe uma prática social que não se escreve, se relaciona com a materialidade produzida mas não se encerra nela, determinada; e se realiza no instante, na imanência da vida e objetividade do bom trabalho? Os caras do freestyle e do skate sabem. Tantas geografias que dão a dica de linhas de fuga ao capetalismo e tudo o que ele toca: transcendências.

Agora por mim, saber que a geografia poderia dar insumo, mantendo seu nome e (fa)sendo, fica a indigestão, de que os geógrafos vão bem mas ela vai mal. A “ciência”que se diz dar conta dos arranjos espacializados pelas sociedades não anda desvelando a desordem atual, somando na ruptura do delírio do capeta. Por onde começar? Pode onde se está, se é.

02 dezembro, 2009

diálogo de segunfa-feira

- Nossa, aqui é 0,50 a impressão,né?! Na geografia é 0,10

- Pois é, e você gosta de lá? Porque esses dias veio uma menina que tinha imprimido um trabalho super importante lá e saiu falhado, ela veio aqui e teve que imprimir tudo de novo, me falou que o barato saiu caro...

- Ah....eu nunca tive problemas com a qualidade, só que os caras não tem hora, tipo agora, duas da tarde, as duas Xerox do prédio tão fechadas

...

barulhinho da impressora trabalhando

...

- Dá uma olhada, as três primeiras saíram um pouco falhadas...

- E você tem como imprimir de novo agora?

- Nãaao, vou ter que ir no Centro carregar o cartucho.

- Ah, tá, não tem problema.

(não foi barato, mas era importante)

20 outubro, 2009

Aziz Ab´Saber em Ubatuba

Ai gente, na semana que me mando pra Aquidas o Aziz resolve chegar pertinho! que vontade de vê-lo dia 30 em Ubatuba, puxa...ficar perto da boa energia, aquela que leva pra frente. Quem puder e quiser, não vai perder, vai curtir muito, o cara é demais!
Dia 30, lá no campus da UNITAU, ai como eu queria!!!

19 outubro, 2009

manhã de segunda-feira

Até agora vi a tv, as 6 da manhã, primeiro dia útil em horário de verão, e coisas pra fazer antes de sairt de casa...dai vi que o Richard, dos bixinhos, foi pro SBT, dá-lhe Silvio Santos!

Vi tb o fim de semana do Rio, que não tinha me atingido até agora a pouco, referindo a noticias da media. Nossa...foi foda ver que os caras derrubaram um helicóptero, tb foi foda ver as mães dos caras inocentes que moravam na favela e foram executados por 10 bandidos, segundo a globo. foi foda mesmo, gente
Na zona norte, reparei as montanhas de lixo nas ruas, pensei que podem ser devido ao final de semana que a tv me mostrou só hoje, com dias de terror, não tem coleta que aguente...
De resto o dia começou, tem feira indiana no CT, vou correr pra UFF pra ter aula bacana do ruy, não quero perder, ai...e chegar em casa, ficar quietinha, amanhã vou na delega, fazer o B. O., nem sei como vai ser, o rio é uma surpresa! ou várias

boa semana a todos, tenhamos fé sejamos fortaleza, não basta ser forte
Obrigada B Negão, tá sendo a trilha

18 outubro, 2009

PRO MUNDO INUMANOS

2 hemisférios, 5 continentes, 7 mares Inumanos Acadêmicos invadindo seus laresDo pavimento asfaltado as estações lunaresVersos no terceiro mundo, profundo em todos os lugares.Entre os milhares de pontos que nossas rimas invademDa Casa Branca ás cavernas de Osama Bin LadenE os destroços do alvo á beleza da florDa tristeza do rico á alegria do sofredorVamos seguindo no talo para o abalo da massaTenho a missão da verdade em todo lugar que se passaNão tem desgraça que supere a informaçãoNão tem graça que engrace a situaçãoPor maior que pareça hoje o mundo tá pequenoPras rimas sincera é preciso uma dose de venenoO som tem pondo de partida e não tem paradeiroPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.
[Aori]Siglas manipulam a maioria tipo argilaSimplesmente somem sob o soloDissimulam, não assimilam ao sabor do vento.Amargo gosto de nadaSituação dramática sujeita a relâmpagos, trovoada.O lar da lábia, onde os sinos se situam.O cérebro da metrópole onde os sintomas se acumulamO espelho pro mundo sempre ha algo a refletirEscritores profundos, Menestréis, Mc's o esforço é mínimo.Que enrola a linha do raciocínio, um olhar clinico.Mãos atadas pro mímico, nó cego, nóis cegos, duelo de cegos.Se eu me enxergo não nego eu confronto seu egoPeça sem desgaste no mais perfeito encaixeAgindo tipo guindaste elevando a engrenagemTodos somos partes, comparsas ao redor da esfera.Por todo planeta só sangue bom se regenera
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreirasPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Max-B.O]Eu to com pressa, mas vou deixar essa mensagem.Ainda tem mais lugares pra se ver na viagem Sem malandragem a potencia aqui é super sônicaPor toda cidade velocidade bubônicaLírica e harmônica filha da mãe gentil.Por Max 3.0 e Aoritron 3000Dom executa na tática didática na pratica16 válvulas de rimas, batidas automáticas.Espetando a gramática, dando passo a frente.Pois a mentira é sempre vista no olho de quem menteE a verdade nem sempre sai da boca de quem fala Não, nesse caso viajamos sem falsidade na mala.Soldado Patchols não usa colete a prova de balaNossa comição de frente não tem carro abre alasVerso que não faz escala sentimento profundoRio De Janeiro, São Paulo pro mundo.
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreiraPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Aori]Nessa era de ira Aori ora pro mundoE a mãe terra chora, implora em meio as trevas sem fundoNum corpo sem energia uma célulaDentro dela demônios duelam,Debatendo com deboche que desbotam em toda a tela Esse rap é um flashback de Opios instantâneoAos rappers que quando nos percebem vazam igual a óleo no mediterrâneoInumanos e Max-B.O juntos brilham tipo só um só Saboreia as sementes do saber, saca sóDos escritros em papiros aos registros em placas de somVocê sabe que me refiro, à tradição oral, ao meu domAo redor do mundo sua gíria como administro a pressãoVibração que transmito ver fios de alta tençãoEsse é o mundo visto atravez de uma frestaPor que do mundo o que mais nos resta ?De quem é esse mundo?Será que alguém se interessa?Por que pro mundo irmãoA hora é essa Pro mundo...

Pela nova visão!!

Uma nova revelação,
você sempre soube mas ainda não tinha compreendido
Uma nova humanização, a nova geração, passando de mono pra estéreo,
em vários tons, é sério, é sério
O microfone, meu megafone, tome emprestado um pouco da minha energia,
tem sobrando pra todos os lados
Força importante, uma força a mais pra aturar a pressão
que tenta esmagar sua mente contra a parede chapiscada da ilusão
Enxergando a realidade por de trás, depois da curva
Apesar da visão turva e obscura da humanidade em geral
Miopia espiritual, pegou um, pegou geral
Dignidade, simplicidade, infelizmente se tornaram artigos de luxo na atualidade
Falta de vontade,
disparidade entre discurso e atitude são maiores pilares dessa situação
Escalafobética, patética, na qual nos metemos, pela qual vivemos e morremos
Algumas vezes mais, pra aprender, reconhecer a todos como irmãos,
uns mais evoluídos, outros não…
mas todos com sua missão
UMA NOVA VISÃO, É
O microfone, meu megafone, passando de mono pra estéreo a sua compreensão
Na real, discutir sobre o fim da violência é quase que total perda de tempo,
paleativo, nem o sujeito mais socialmente ativo
irá conseguir mudanças minimamente palpáveis
Praticamente apenas praticará o esporte mais popular da humanidade,
jogar palavras ao léu, jogar palavras ao vento
Nada muda,
enquanto não mudarem os valores na raiz de todos, eu disse todos,
exploradores e explorados, violentadores e violentados, tudo é meio a meio,
tudo caminha lado-a-lado
Não sei se me entende, mas o que eu digo o que a maioria,
que ficasse nesse lugar faria o mesmo,
quando tem uma oportunidade ou faz mesmo
Mesmo que em escala menor,
microcosmo, macrocosmo,
porém a intenção que movimenta a ação é sempre a mesma
Cadeia alimentar, lei da selva, o mais forte destroça, atropela,
passa por cima do mais fraco
Consumismo, super valorização da matéria: o lado espiritual,
ou seja, o real, ficou na miséria,
a mesma que domina e povoa o planeta terra por sinal
Competição a todo custo, vitória a qualquer custo, estilo de vida fatal, que resultou nesse fiasco,
nesse insulto que é hoje a humanidade, esse fracasso
“Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”
Eu digo, isso pra mim é o primeiro passo pro que, em bom português,
se chama hipocrisia, como é no alto clero, como é em Brasília
B black bota o dedo na ferida, antes de querer que a humanidade mude,
que tal mudar um pouco nosso próprio ponto de vista?
Uma nova visão!
Paciência sem subserviência é a combinação mais poderosa desse mundo:
somos realmente uma coisa só
O efeito bumerangue taí, provando, levando e trazendo o que há de melhor e pior
Plantamos e colhemos em outros cantos e aqui mesmo,
portanto não seja dissimulado,
você sabe o que está acontecendo
No centro de tudo,
no centro da questão tá a preguiça,
a falta de disposição pra mudar
Várias preguiças somadas e o mundo sente o efeito, mentalidade falida,
morta viva, não tem jeito
Eu tô dizendo: é preciso quebrar as regras daqui, seguir as regras de lá,
com confiança, sangue frio, sem se apavorar
Cada um no seu tempo, cada qual no seu caminho, estradas separadas seguindo pro mesmo objetivo.
Destino ou nãoPelo menos no momento, uns mais rápidos, outros lentos,
porém no subconsciente todos atentos
Formigamento ao ouvir o chamado, eu não invento nada,
só transmito os recados, os fragmentos
Fábio, meu irmão, seguimos na missão, a cabeça erguida
e no peito a batida que for,
meu coração é exclusivo só do meu senhor
Estilo libertário, vivo nesse mundo mas não sou presidiário da matéria
Procuro me desvincular cada vez mais, desapegar, usar somente o necessário pra passar
Pois quando menos se espera, lá vem mais uma despedida do planeta terra…

O negócio é...

O negócio é, chupar o caroço da fruta do cacau
O negócio é, subir no coqueiro e do alto ver o mar
O negócio é, fazer plantação pra depois poder colher
O negócio é, criar uma vaca e ter leite pra beber
O negócio é, é saber que o mar não ta pra peixe e
SairPra pescarO negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
Mas o negócio é, é tomar uma cana pro frio não mePegar
O negócio é, fazer um telhado pras aguas não molhar
O negócio é, fuba no almoço e farinha no jantar
O negócio é, tocar a sanfona pra nega rebolar
O negócio é, saber que o mar não ta pra peixe e sai
rPra pescar
O negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
O mais o negócio é
O negócio é
O negócio é
O negócio é

15 outubro, 2009

Intervenções urbanas

No caminho pro Fundão, no Parque União, eu sempre noto uma intervenção urbana num muro perto de um ponto de ônibus que diz o seguinte: " a inveja é a melhor arma" O que será isso?

06 outubro, 2009

Hare balsas

Aguardem os novos produtos, pra todas as linhas, todas as fugas (!!):

Hare idade, by Valery
Hare babem, by Camila
Hare feito, by BV

su-rre-ais!
Amo todos!!

Mercedes bem ali, perto do mar

Hoje as 15:00 vai ter recital, imagino que uma reverência a Marcedes Sosa, não sei, não importa, mas quem se animar, no prédio de Geografia, campus da praia vermelha, massa! A fonte também é da lista do yahoo, agora com tantas coisas a as]dministrar, twiter, blog, blá, b´lá, blá, há tempos não confiria...achei coisas legais, tipo isso.

Legenda: "Policial israelense detém garoto palestino em confronto em Jerusalém Oriental; Israel quer prevenir novas rodadas de distúrbios"


Fonte: lista yahoo de geografia, mas que tirou de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/imagemdodia/p_20091005_09.shtml


29 setembro, 2009

cines

A semana passada foi do cinema, fechou com dois docs pré-batalha real no cinema nosso, parabéns ao chileno no Areal, que acertou na amazônia, muito sutil, muito legal!

Salve geral, a garota aqui chiquérrima foi na pré-estreia, com debate com o diretor e tudo, bem legal tb, não surpreende, mas foi bem feito, o papel da Andréia Beltrão é da hora, esse surpreendeu, gostei muito de assistir, um salve a tudo isso, quem não faz gol leva, então engulam mesmo! só que não fiquei pro debate, demorou a começar, e eu tava a pé, já meio tarde..enfim
de lá acabei passando pela rua da Tandy, senti o cheiro do jogo do Palmeiras no Dona Santa, tudo bem, vai, algumas bramas extra no cartão em troca da TV dos caras, valeu pelo jogo, pelo placar, pelas brejas, e pelos garçons, todos muito legais (o alagoano-carioca o mais!), seremos amigos de jogo, acho que sim.

Além disso, na semana tb rolaram A erva do rato e Guarapa. A erva é meio surreal, sei lá, muito cabeça...não entendi muito a proposta, mas gostei do personagem do Selton. Guarapa, puts...na boa, assumo, mas não gostei nem um pouco, dinheiro público jogado fora, nada que não já sabemos, o tal do mito da necessidade nordestino, claro que a outra face, mas assim mesmo, não concordo que é pra chocar os que ainda não se chocaram, peraí galera, 2009, fome no sertão, isso é novo? tamo na hora da proatividade, na solução mesmo, não dá pra esperar, não pra ficar chocando os que ainda não se chocaram, a condição é múltipla e vai acontecendo independente das sensações, happening, queiram eles ou não.

entremundos

"quando alguem diz culpa, se liga, ai vem a desculpa"

e

"o que passou a viver que não viva?"
"errar, dizem que errar é humano"

não basta ser forte, tem que ser fortaleza

" a vida é pra quem topa qualquer parada, e não pra quem pára em qualquer topada"

muito bom, é isso ai!

re-instaurar, pelo amor de deus!

há uns anos eu dizia que mais velha, gostaria de virar restauradora, tipo de arte, de arquiteturas...ia ser um trabalho massa, ficar na função com um bisturi, meticulosamente só, no silêncio, dar forma, revelar...agora não penso nada disso, re-instaurar o caralho!

talvez tradutora, tradutora de coisas gringas que me interesso ler, tô ouvindo direto que as traduções estão ruins, de repente, eu e mais alguém que saiba a outra lingua, podiamos traduzir coisas que eu adoraria ler, oportunidade de ler, e ainda ganhar pra isso.

28 setembro, 2009

Para Josevânia, que tambem é flor, e é roots




rutizêra


produto roots


Não institucionalizada, for ever

Há umas duas semanas eu perdi a carteirinha do R.U da UFF, e semana passada chegaram as da UFRJ, de 2009 (!!), de toda a galera, menos a minha.

sem título, vai

porque será que as pessoas usam com conforto a palavra microcosmos e não a cosmos?

20 setembro, 2009

Pela não estabilidade no emprego público.

Não dá mais. Não dá mais pra ver e ignorar a condição da estabilidade no serviço estatal, que tá implicando num ranço (entendendo ranço como fluxo estagnado) dos servidores e na inércia dos outros nós, que “sabendo como funciona” acabamos por procurar outro caminho ou pelo “jeitinho”.
Sei lá, pode parecer muita viagem mesmo, esse dias um cara desses, um servidor (será que ele(s) serve(m )ou se serve(m)?) até riu da minha cara, por eu não saber como funciona .
Eu sei de algumas coisas. Só o que tá sendo necessário saber é sobre a estabilidade que este serviço dá. Serviço, não chamam nem de trabalho, enfim... Os outdoors das empresas que ensinam agente a passar nos concursos, rumo à estabilidade, denunciam o comércio formado em cima dessa condição de estabilidade em tempo difíceis, os de hoje. Então parece mais fácil se apegar nesse ranço, em meio à borrasca.
Tá difícil porque deixamos chegar neste ponto, eu penso, e o que tá feito tá feito, não dá pra negar. Eis o mundo de hoje! Mais ou menos como disse Kontratiev, quanto maior a onda, maior o tempo de sua inversão, quer dizer, deixamos chegar nesse ponto, então vai ser mais difícil e trabalhoso mesmo desfazer toda esta beleza da produção humana. Oxalá o Estado será uma delas, mas de acordo com o Kontra, isso vai levar um tempo maior... Podíamos começar por ora com essa palhaçada de estabilidade. Porque é só uma estabilidade empregatícia, de cada um deles, que reflete escancaradamente em desaceleração, preguiça, má atenção, e usos e abusos da posição de servidor.
Puxa, a instabilidade dá o start pra todas as possibilidades de cada singularidade que agente é dentro da multiplicidade. Fazer churrasco da vaca que sempre deu leite pra família foi um meio de corte, pra novas conexões, né Beto?! Vamo aí, galera, estabilidade é o caralho, vamos nos por prova, pagar pra ver, fuçar. Intuir e fuçar. Faça, force e fuce, não fique na fossa, ainda que confortavelmente estável, naquela fossa programada, “que faz parte”, pelo amor de Deus!

que viagem...

Se eu ganhasse muito dinheiro agora eu pensaria num jeito de mapear as pessoas que estão vivendo na rua, as que passam muito tempo na rua, aquelas que comem, dormem, transitam com o que agüentam carregar, caminham... enfim, vivem na rua. Tô vendo tanta, mas tanta, mas taaanta gente assim que tô pensando no que tá acontecendo. O que será que está acontecendo? Porque as coisas acontecem independentemente (de um único referencial, ainda que hegemônico), simultaneamente e instantaneamente. Então enquanto agente tá num movimento, outros tantos estão também, outros processos. Daí que eu pensei muito nisso nos dois últimos dias, quem são esses caras? O que eles já foram? É tanta gente! E isso,
Que viagem...

18 setembro, 2009

Eu me rendo, como não?





Onde queres revólver, sou coqueiroE onde queres dinheiro, sou paixãoOnde queres descanso, sou desejoE onde sou só desejo, queres nãoE onde não queres nada, nada faltaE onde voas bem alto, eu sou o chãoE onde pisas o chão, minha alma saltaE ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou malucoE onde queres romântico, burguêsOnde queres Leblon, sou PernambucoE onde queres eunuco, garanhãoOnde queres o sim e o não, talvezE onde vês, eu não vislumbro razãoOnde o queres o lobo, eu sou o irmãoE onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espíritoE onde queres ternura, eu sou tesãoOnde queres o livre, decassílaboE onde buscas o anjo, sou mulherOnde queres prazer, sou o que dóiE onde queres tortura, mansidãoOnde queres um lar, revoluçãoE onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amorConstruir-nos dulcíssima prisãoEncontrar a mais justa adequaçãoTudo métrica e rima e nunca dorMas a vida é real e de viésE vê só que cilada o amor me armouEu te quero (e não queres) como souNão te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeoE onde queres romance, rock’n rollOnde queres a lua, eu sou o solE onde a pura natura, o inseticídioOnde queres mistério, eu sou a luzE onde queres um canto, o mundo inteiroOnde queres quaresma, fevereiroE onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fimDo que em mim é de mim tão desigualFaz-me querer-te bem, querer-te malBem a ti, mal ao quereres assimInfinitivamente pessoalE eu querendo querer-te sem ter fimE, querendo-te, aprender o totalDo querer que há e do que não há em mim

17 setembro, 2009

a perda do cabaço

Bom, mesmo tendo acabado de criar o tal do twiter, vim pra cá e o fiz, este que vos fala. Vamos ver, acho que pode ser legal, tô falando meio que sozinha, então vamo lá!

Saudades de muitos aqui pelo Ingá, mas tb, fazendo o certo, buscando outras histórias...e elas bem estão chegando, acreditam, a todo o tempo!

Apaixoanda pela palavra-expressão que recebi do Deleuze, pela boca do Beto: Conect I cut, é isso ai, no corte-fluxo, fluxo seeempre!
Conecta, mas corta, pra conectar outros, são tantos!!

Hoje, eu agradeço o Marcelo Lopes, que foi incrível, o Max B. O., que pelo seu som no seu my space me inspira desde sábado, e a tudo, que é o sou do Camelo, outro Marcelo.


Delíiiirios!
(sumemo brasil original)