14 setembro, 2010

El País, via área restrita do UOL

Acusações de crimes de guerra ameaçam manchar a imagem dos EUA
El País
Marc Hujer
  • Soldado norte-americano escolta prisioneiro afegão suspeito de pertencer ao Taleban, capturado durante operação no leste do Afeganistão
Soldado norte-americano escolta prisioneiro afegão suspeito de pertencer ao Taleban, capturado durante operação no leste do Afeganistão
Cinco soldados americanos estão enfrentando acusações de crimes de guerra, suspeitos de matarem deliberadamente civis afegãos. O escândalo ameaça manchar a imagem dos Estados Unidos no exterior e minar os esforços do presidente Barack Obama de se distanciar dos abusos da era Bush. 
Ele costumava se gabar de todas as “coisas” que fez no Iraque e de como era fácil para um soldado americano escapar impune de quase tudo em uma guerra. O sargento Calvin Gibbs, 25 anos, natural do Estado americano de Montana, era o membro de patente mais alta de um grupo de cinco soldados, que ele supostamente apelidou de “equipe matadora”. Gibbs esteve o suficiente no Iraque para saber como impressionar seus colegas soldados. Tudo o que bastava, ele disse para eles em dezembro, era “jogar uma granada” para matar um punhado de afegãos. A equipe matadora aparentemente atirou sua primeira granada em janeiro. 
Agora a equipe enfrenta um tribunal militar em Seattle. Os cinco homens, com idades entre 19 e 29 anos, são soldados da 2ª Divisão de Infantaria, estacionada na região de Kandahar. Os homens estão enfrentando acusações de crimes de guerra, incluindo o assassinato premeditado de pelo menos três civis afegãos. Sete outros soldados do batalhão foram indiciados por conspiração ou tentativa de acobertamento. Se condenados, eles podem enfrentar sentenças de prisão, até mesmo prisão perpétua. Os supostos assassinos podem até mesmo ser condenados à pena de morte. 
Reputação dos EUA em jogo 
Os Estados Unidos têm bons motivos para estarem alarmados. Apesar de ainda não estar claro o quanto as acusações são bem fundamentadas, o caso poderia ter repercussões enormes para todo o país. 
Ele envolve mais do que um tribunal impondo uma pena justa a assassinos brutais, e mais do que o cumprimento do código de honra militar e da Convenção de Genebra. Em jogo está a reputação de um país que, após oito anos sob o governo do ex-presidente George W. Bush, vinha buscando se libertar das acusações de fracasso moral. De fato, o caso em Seattle coloca em dúvida se os Estados Unidos realmente superaram os dias em que mancharam sua reputação, com imagens de iraquianos nus forçados a formarem pirâmides humanas na prisão de Abu Ghraib. 
Se as acusações forem comprovadas, os crimes cometidos pela equipe matadora foram além da morte de civis afegãos. Na verdade, os homens supostamente conceberam “cenários” para as mortes, o tipo de roteiro que incluía pretextos plausíveis para os assassinatos. Acredita-se que Gibbs tenha sido o planejador, enquanto membros mais jovens da equipe puxavam o gatilho. Os homens aparentemente tratavam as mortes como um esporte. 
Eles supostamente atiravam contra suas vítimas com gosto, colecionando troféus, como ossos de dedos da mão e pé, até mesmo um dente. As acusações apontam atos horríveis, sem sentido, que lembram uma velha América, a América da simulação de afogamento, dos escândalos de tortura e da prisão de Guantánamo. Elas também colocam em dúvida o que exatamente mudou desde a campanha eleitoral, quando o então candidato Barack Obama prometeu tanto, incluindo uma abordagem mais responsável para as guerras e o fechamento da prisão militar em Cuba, um símbolo importante dos fracassos morais americanos sob o ex-presidente George W. Bush. 
Perda da noção 
O escândalo da “equipe matadora” ocorre no pior momento possível, faltando menos de dois meses para as eleições de novembro, eleições que podem ter um preço caro para os democratas de Obama. 
Até o momento, os crimes em Kandahar parecem ser casos isolados, sem nenhum indício de que alguém tenha aprovado ou mesmo apoiado os ataques. São ações de jovens rufiões que perderam a noção por causa da guerra. No batalhão que inclui a “equipe matadora”, 33 soldados morreram nas missões de combate contra os insurgentes. Os membros do batalhão experimentaram os horrores da guerra e alguns deles usam drogas, como haxixe, para lidar com eles. Por este ponto de vista, os assassinatos também podem ser vistos como crimes horríveis de soldados enlouquecidos, que estão fora de contato com a realidade. 
Coisas semelhantes ocorreram no Afeganistão há quase 30 anos, quando o exército soviético invadiu o país. Assassinatos, roubos e saques eram comuns na época. Os soldados soviéticos desmoralizados roubavam civis afegãos nos postos de controle. Eles frequentemente matavam suas vítimas, alegando serem mujahedeens. 
Sentindo-se impotentes diante da resistência dos afegãos, as tropas de Moscou recorreram às drogas e álcool. Após terem perdido suas inibições, eles cometeram atrocidades que nunca esqueceriam. Em setembro de 1982, um grupo de soldados russos queimou 105 aldeões vivos em um canal de irrigação, ao sul de Cabul. Mulheres eram jogadas nuas de helicópteros. Em um incidente particularmente horrível, soldados banharam um menino em querosene e o incendiaram diante dos pais. 
Os assassinatos cometidos por soldados americanos em Kandahar também afetam um contexto maior. Eles refletem o sentimento geral, a barbarização que sempre acompanha guerras que duram tanto –no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão. 
‘Preciso manter isso em segredo’ 
Quando os homens da equipe matadora supostamente atacaram sua primeira vítima, Gul Mudin, em 15 de janeiro, foi como se estivessem atirando contra alvos de prática de tiro. Quando viram Mudin à beira do campo de papoula, Gibbs supostamente ordenou a um dos soldados que atirasse uma granada por sobre o muro e então ordenou a um soldado mais jovem que abrisse fogo. Mas isso foi só o início. Em 22 de fevereiro, Gibbs supostamente atirou em Marach Agha durante uma patrulha e então colocou um rifle Kalashnikov ao lado do corpo, para fazer com que parecesse ter sido em autodefesa. Mais de dois meses depois, em 2 de maio, a equipe aparentemente atirou em sua última vítima, o mulá Adahdad. 
Mas como os oficiais de comando souberam? Como o exército realizou a investigação dos assassinatos? Ou na verdade tentou varrer os crimes para baixo do tapete? O pai de Adam Winfield, um dos cinco suspeitos, alega ter alertado a liderança militar meses atrás. Christopher Winfield diz que recebeu a seguinte mensagem no Facebook de seu filho, em 15 de janeiro, a data do primeiro assassinato: “Eu não sei ao certo o que fazer a respeito de algo que aconteceu aqui, mas preciso manter isso em segredo”. 
Um mês depois, em 14 de fevereiro, Adam Winfield escreveu uma mensagem ao seu pai dizendo que sua unidade tinha matado “um sujeito inocente mais ou menos da minha idade”, que estava apenas trabalhando no campo. Gibbs aparentemente interpelou Winfield posteriormente, quando ele tentou conversar com um capelão, e o alertou para ficar calado. 
O Pentágono disse pouco a respeito do caso. “É algo desalentador de ouvir caso seja comprovado”, disse um porta-voz para a agência de notícias “The Associated Press”, quando perguntado a respeito dos alertas de Christopher Winfield, que aparentemente não foram levados a sério. “Se alguém tenta nos contatar para evitar um problema potencial, isso é algo a que damos atenção.” 
Extremamente lamentável 
A Otan não está disposta a comentar oficialmente a respeito dos incidentes. “Uma investigação criminal está em andamento”, diz um porta-voz. “Nós não comentamos procedimentos em andamento.” É claro, acrescenta o porta-voz, o caso é extremamente lamentável. 
Notícias de atrocidades como essas, cometidas por soldados internacionais que supostamente deveriam levar estabilidade e justiça ao Afeganistão, têm um efeito particularmente sério em seu país, diz Nader Nadery, da Comissão Independente de Direiros Humanos Afegã. Por outro lado, ele acrescenta, a investigação contra os soldados nos Estados Unidos mostra “que essas atrocidades não passam impunes, e que os homens serão julgados por sua conduta imprópria”. 
Mas não é exatamente reconfortante saber que os casos aparentemente só vieram à tona quando um soldado informou ao seu oficial superior que alguns homens de sua unidade estavam fumando haxixe. Ele aparentemente foi espancado pelos demais membros do pelotão por fazê-lo. 
Crimes não relatados 
É claro, o caso em Kandahar também coloca em dúvida o que realmente sabemos a respeito da verdadeira extensão dos crimes em tempos de guerra, a respeito de todos os delitos que nunca são relatados e todos os perpetradores que nunca são levados à Justiça. Um corporativismo já está novamente tomando conta. Vários soldados já estão negando que assassinatos foram cometidos no Afeganistão, insistindo que foram apenas atos de autodefesa. 
Jeremy Morlock, o membro mais jovem da equipe de Gibbs e a principal testemunha do processo, também parece estar reconsiderando seu testemunho. Seu advogado, Michael Waddington, argumenta que as declarações de Morlock devem ser rejeitadas, porque ele supostamente estava sob a influência de medicamentos prescritos quando as fez. 
Segundo o advogado de Gibbs, seu cliente insiste que todas as mortes foram “ações de combate apropriadas”.
Tradução: George El Khouri Andolfato

10 julho, 2010

reproduzindo danatividade

Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade, artigo de Aziz Ab’Saber

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzido por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis. Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais.
Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não tem qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos tecnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, , seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.
Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos essa idéia para Brasília, e recebemos em resposta que essa era uma idéia boa mas complexa e inoportuna (…). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal. Razão pela qual ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país. Sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras sobretudo de países hegemônicos venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (…). Ou seja, os revisores do atual Código Flo r estal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha.
O primeiro grande erro dos que no momento lideram a revisão do Código Florestal brasileiro – a favor de classes sociais privilegiadas – diz respeito à chamada estadualização dos fatos ecológicos de seu território especifico. Sem lembrar que as delicadíssimas questões referentes à progressividade do desmatamento exigem ações conjuntas dos órgãos federais específicos, em conjunto com órgãos estaduais similares, uma Policia Federal rural, e o Exercito Brasileiro. Tudo conectado ainda com autoridades municipais, que tem muito a aprender com um Código novo que envolve todos os macro-biomas do país, e os mini-biomas que os pontilham, com especial atenção para as faixas litorâneas, faixas de contato entre as áreas nucleares de cada domínio morfoclimático e fitogeográfico do território. Para pessoas inteligentes , capazes de prever impactos, a diferentes tempos do futuro, fica claro que ao invés da “estadualização”, é absolutamente necessário focar para o zoneamento físico e ecológico de todos os domínios de natureza dos pais. A saber, as duas principais faixas de Florestas Tropicais Brasileiras: a zonal amazônica e a azonal das matas atlânticas o domínio dos cerrados, cerradões e campestres: a complexa região semi-árida dos sertões nordestinos: os planaltos de araucárias e as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, além de nosso litoral e o Pantanal Mato-grossense.
Seria preciso lembrar ao honrado relator Aldo Rabelo, que a meu ver é bastante neófito em matéria de questões ecológicas, espaciais e em futurologia – que atualmente na Amazônia Brasileira predomina um verdadeiro exercito paralelo de fazendeiros que em sua área de atuação tem mais força do que governadores e prefeitos. O que se viu em Marabá, com a passagem das tropas de fazendeiros, passando pela Avenida da Transamazônica, deveria ser conhecido pelos congressistas de Brasília, e diferentes membros do executivo. De cada uma das fazendas regionais passava um grupo de cinqüenta a sessenta camaradas, tendo a frente em cavalos nobres, o dono da fazenda e sua esposa, e os filhos em cavalos lindos.
E, os grupos iam passando separados entre si, por alguns minutos. E, alguém a pé, como se fosse um comandante, controlava a passagem da cavalgada dos fazendeiros. Ninguém da boa e importante cidade de Marabá saiu para observar a coluna amedrontadora dos fazendeiros. Somente dois bicicletistas meninos, deixaram as bicicletas na beira da calçada olhando silentes a passagem das tropas. Nenhum jornal do Pará, ou alhures, noticiou a ocorrência amedrontadora. Alguns de nós não pudemos atravessar a ponte para participar de um evento cultural.
Será certamente, apoiados por fatos como esse, que alguns proprietários de terras amazônicas deram sua mensagem, nos termos de que “a propriedade é minha e eu faço com ela o que eu quiser, como quiser e quando quiser”. Mas ninguém esclarece como conquistaram seus imensos espaços inicialmente florestados. Sendo que, alguns outros, vivendo em diferentes áreas do cetro-sul brasileiro, quando perguntados sobre como enriqueceram tanto, esclarecem que foi com os “seus negócios na Amazônia” (…). Ou sejam, através de loteamentos ilegais, venda de glebas para incautos em locais de difícil acesso, os quais ao fim de um certo tempo, são libertados para madeireiros contumazes. E, o fato mais infeliz é que ninguém procura novos conhecimentos para re-utilizar ter ras degradadas. Ou exigir dos governantes tecnologias adeq u adas para revitalizar os solos que perderam nutrientes e argilas, tornando-se dominadas por areias finas (siltizaçao).
Entre os muitos aspectos caóticos, derivados de alguns argumentos dos revisores do Código, destaca-se a frase que diz que se deve proteger a vegetação até sete metros e meio do rio. Uma redução de um fato que por si já estava muito errado, porém agora esta reduzido genericamente a quase nada em relação aos grandes rios do pais. Imagine-se que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a grande maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território intertropical brasileiro. Na linguagem amazônica tradicional, o próprio povo já reconheceu fatos referentes à tipologia dos rios regionais. Para eles, ali existem, em ordem crescente: igarapés, riozinhos , rios e parás. Uma última divisão lógica e pragmática, que é aceita por todos os que conhecem a realidade da rede fluvial amazônica.
Por desconhecer tais fatos os relatores da revisão aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d’água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional.
Mas o pior é que as novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Fala-se em sete metros e meio das florestas beiradeiras (ripario-biomas), e, depois em preservação da vegetação de eventuais e distantes cimeiras. Não podendo imaginar quanto espaço fica liberado para qualquer tipo de ocupação do espaço. Lamentável em termos de planejamento regional, de espaços rurais e silvestres. Lamentável em termos de generalizações forçadas por grupos de interesse (ruralistas).
Já se poderia prever que um dia os interessados em terras amazônicas iriam pressionar de novo pela modificação do percentual a ser preservado em cada uma das propriedades de terras na Amazônia. O argumento simplista merece uma critica decisiva e radical. Para eles, se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%. Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, e Minas Gerais com o percentual de 20%. Nos planaltos interiores de São Paulo a somatória dos desmatamentos atingiu cenários de generalizada derruição. Nessas importantes áreas, dominadas por florestas e redutos de cerrados e campestres, somente o tombamento integrado da Serra do Mar, envolvendo as mata s atlânticas, os solos e as aguadas da notável escarpa, foi capaz de resguardar os ecossistemas orográficos da acidentada região. O restante, nos “mares de morros” , colinas e várzeas do Médio Paraíba e do Planalto Paulistano, e pró-parte da Serra da Mantiqueira, sofreram uma derruição deplorável. É o que alguém no Brasil – falando de gente inteligente e bioética – não quer que se repita na Amazônia Brasileira, em um espaço de 4.200.000 km².
Os relatores do Código Florestal, falam em que as áreas muito desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a “(re)florestamento” por espécies homogêneas pensando em eucalipto e pinus. Uma prova de sua grande ignorância, pois não sabem a menor diferença entre reflorestamento e florestamento. Esse último,pretendido por eles, é um fato exclusivamente de interesse econômico empresarial, que infelizmente não pretende preservar biodiversidades. Sendo que, eles procuram desconhecer que para áreas muito degradadas, foi feito um plano de (re) organização dos espaços remanescentes, sob o enfoque de revigorar a economia de pequenos e médios proprietários: Projeto FLORAM. Os eucaliptólogos perdem éticos quando alugam espaços por trinta anos, de incautos proprietários, preferindo áreas dotadas ainda de solos tropicais férteis,do tipo dos oxissolos, e evitando as áreas degradadas de morros pelados reduzidas a trilhas de pisoteio, hipsométricas, semelhantes ao protótipo existente no Planalto do Alto Paraíba, em São Paulo. Ao arrendar terras de bisonhos proprietários, para uso em 30 anos, e sabendo que os donos da terra podem morrer quando se completar o prazo. Fato que cria um grande problema judicial para os herdeiros, sendo que ao fim de uma negociação as empresas cortam todas as árvores de eucaliptos ou pinos, deixando miríades de troncos no chão do espaço terrestre. Um cenário que impede a posterior reutilização das terras para atividades agrárias. Tudo isso deveria ser conhecido por aqueles que defendem ferozmente um Código Florestal liberalizante.
Por todas as razões somos obrigados a criticar a persistente e repetitiva argumentação do deputado Aldo Rebelo,que conhecemos ha muito tempo, e de quem sempre esperávamos o melhor, no momento somos obrigados a lembrar a ele que cada um de nós tem que pensar na sua biografia, e , sendo político, tem que honrar a historia de seus partidos. Mormente,em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários.
Insistimos que em qualquer revisão do Código Florestal vigente, deve-se enfocar as diretrizes através das grandes regiões naturais do Brasil, sobretudo domínios de natureza muito diferentes entre si, tais como a Amazônia, e suas extensíssimas florestas tropicais, e o Nordeste Seco, com seus diferentes tipos de caatingas. Tratam-se de duas regiões opósitas em relação à fisionomia e à ecologia, assim como em face das suas condições socioambientais. Ao tomar partido pelos grandes domínios administrados técnica e cientificamente por órgãos do executivo federal, teríamos que conectar instituições específicas do governo brasileiro com instituições estaduais similares. Existem regiões como a Amazônia que envolve conexões com nove estados do Norte Brasileiro. Em relação ao Brasil Tropical Atlântico os órgãos do Governo Federal – IBAMA, IPHAN, FUNAI e INCRA – teriam que manter conexões com os diversos setores similares dos governos estaduais de norte a sul do Brasil. E assim por diante.
Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.
Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres. Em qualquer espaço do território amazônico, que vem sendo estabelecidas glebas com desmate de até 80%,haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas inter-propriedades estreitas e mal preservadas. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, inter-glebas ficarão à mercê de corte de arvores dotadas de madeiras nobres. E além disso, a biodiversidade animal certamente será profundamente afetada.
Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondente às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente.

22 dezembro, 2009

Estado fora do dentro

Concordo com a maldição do capitalismo. Profeta Gentileza escreveu capetalismo. Verona, a ordem não anunciada. A (des)ordem que velada engana e produziu a desconexão, o desentendimento esquizofrênico. Quais são as conexões e os entendimentos delas? Quais são os territórios? o próprio termo recentemente redescoberto, quando dado conta dos seus desaparecimentos.

De onde eu vejo, da acumulação primitiva veio a ruptura ecológica-territorial, e daí todo o resto: campo-cidade (!!), urbano/industrial-todo o resto, fonte-produto final (!!), natureza-sociedade (!!), espaço-sociedade. Desse pretenso hegemônico olhar maldito veio a fragmentação, a natureza vira um, dois, três...solo, solo agrícola, subsolo, recursos naturais, recursos minerais, um amplo mercado de mercadorias, tem pra quem tem. Crise ambiental, crises na (re)presentação, um mal estar de qual o sentido do mundo mesmo?

Estou com a produção de subjetividades outras; asignifixação. Por esses dias tive o privilégio (ando tendo, com muita sorte!) de ouvir da Camila coisas sobre contemporaneidade, multitemporalidades una, foi incrível, exemplo de olhar não-capitalístico, conectado, trabalhador no não desperdício da experiência. Oxalá vejo mais desses, por ai, por ali, geografando sem registrar materialmente, fluxos nos fixos.

Um encontro de escala mundial com estados nacionais com a temática do clima no planeta não pode ser considerado o mais importante do século - ouvi isso na TV, de que século tão falando, do 20 ou 21? Se for do 21, ai-meu-deus!! Tratando do impedimento de se extrapolar mais que 2⁰C na temperatura nos próximos não sei quantos anos, não vai, sem brincadeira, vai...desse jeito nenhum anjo ou sábio vai aparecer pra dar uma força. Os caras bem estão afim, mais são tão sábios e iluminados que preferem contribuir com o que realmente vai resolver, e a solução tá na transformação, inovação, não na manutenção.

A idéia de encontro é sempre boa, processual, que movimenta, põem em comum múltiplos olhares e faz crescer, explicita, exemplifica, retifica, densifica. Mais bacana ainda quando lida com as diferenças. Refletir as outras percepções ajuda na elaboração das políticas. Eu curto as mais conectadas, de escala mais ampliada, aquelas que vão além, e são anteriores e/ou transversais ao capital. De verdade. Viver no entendimento não fragmentado, dicotômico, transcendente ou não-reflexivo. Sabe pensar um território que extrapola os limites dados pelo Estado e mantem a conexão anterior? Os Guarani sabem. Sabe uma prática social que não se escreve, se relaciona com a materialidade produzida mas não se encerra nela, determinada; e se realiza no instante, na imanência da vida e objetividade do bom trabalho? Os caras do freestyle e do skate sabem. Tantas geografias que dão a dica de linhas de fuga ao capetalismo e tudo o que ele toca: transcendências.

Agora por mim, saber que a geografia poderia dar insumo, mantendo seu nome e (fa)sendo, fica a indigestão, de que os geógrafos vão bem mas ela vai mal. A “ciência”que se diz dar conta dos arranjos espacializados pelas sociedades não anda desvelando a desordem atual, somando na ruptura do delírio do capeta. Por onde começar? Pode onde se está, se é.

02 dezembro, 2009

diálogo de segunfa-feira

- Nossa, aqui é 0,50 a impressão,né?! Na geografia é 0,10

- Pois é, e você gosta de lá? Porque esses dias veio uma menina que tinha imprimido um trabalho super importante lá e saiu falhado, ela veio aqui e teve que imprimir tudo de novo, me falou que o barato saiu caro...

- Ah....eu nunca tive problemas com a qualidade, só que os caras não tem hora, tipo agora, duas da tarde, as duas Xerox do prédio tão fechadas

...

barulhinho da impressora trabalhando

...

- Dá uma olhada, as três primeiras saíram um pouco falhadas...

- E você tem como imprimir de novo agora?

- Nãaao, vou ter que ir no Centro carregar o cartucho.

- Ah, tá, não tem problema.

(não foi barato, mas era importante)

20 outubro, 2009

Aziz Ab´Saber em Ubatuba

Ai gente, na semana que me mando pra Aquidas o Aziz resolve chegar pertinho! que vontade de vê-lo dia 30 em Ubatuba, puxa...ficar perto da boa energia, aquela que leva pra frente. Quem puder e quiser, não vai perder, vai curtir muito, o cara é demais!
Dia 30, lá no campus da UNITAU, ai como eu queria!!!

19 outubro, 2009

manhã de segunda-feira

Até agora vi a tv, as 6 da manhã, primeiro dia útil em horário de verão, e coisas pra fazer antes de sairt de casa...dai vi que o Richard, dos bixinhos, foi pro SBT, dá-lhe Silvio Santos!

Vi tb o fim de semana do Rio, que não tinha me atingido até agora a pouco, referindo a noticias da media. Nossa...foi foda ver que os caras derrubaram um helicóptero, tb foi foda ver as mães dos caras inocentes que moravam na favela e foram executados por 10 bandidos, segundo a globo. foi foda mesmo, gente
Na zona norte, reparei as montanhas de lixo nas ruas, pensei que podem ser devido ao final de semana que a tv me mostrou só hoje, com dias de terror, não tem coleta que aguente...
De resto o dia começou, tem feira indiana no CT, vou correr pra UFF pra ter aula bacana do ruy, não quero perder, ai...e chegar em casa, ficar quietinha, amanhã vou na delega, fazer o B. O., nem sei como vai ser, o rio é uma surpresa! ou várias

boa semana a todos, tenhamos fé sejamos fortaleza, não basta ser forte
Obrigada B Negão, tá sendo a trilha

18 outubro, 2009

PRO MUNDO INUMANOS

2 hemisférios, 5 continentes, 7 mares Inumanos Acadêmicos invadindo seus laresDo pavimento asfaltado as estações lunaresVersos no terceiro mundo, profundo em todos os lugares.Entre os milhares de pontos que nossas rimas invademDa Casa Branca ás cavernas de Osama Bin LadenE os destroços do alvo á beleza da florDa tristeza do rico á alegria do sofredorVamos seguindo no talo para o abalo da massaTenho a missão da verdade em todo lugar que se passaNão tem desgraça que supere a informaçãoNão tem graça que engrace a situaçãoPor maior que pareça hoje o mundo tá pequenoPras rimas sincera é preciso uma dose de venenoO som tem pondo de partida e não tem paradeiroPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.
[Aori]Siglas manipulam a maioria tipo argilaSimplesmente somem sob o soloDissimulam, não assimilam ao sabor do vento.Amargo gosto de nadaSituação dramática sujeita a relâmpagos, trovoada.O lar da lábia, onde os sinos se situam.O cérebro da metrópole onde os sintomas se acumulamO espelho pro mundo sempre ha algo a refletirEscritores profundos, Menestréis, Mc's o esforço é mínimo.Que enrola a linha do raciocínio, um olhar clinico.Mãos atadas pro mímico, nó cego, nóis cegos, duelo de cegos.Se eu me enxergo não nego eu confronto seu egoPeça sem desgaste no mais perfeito encaixeAgindo tipo guindaste elevando a engrenagemTodos somos partes, comparsas ao redor da esfera.Por todo planeta só sangue bom se regenera
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreirasPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Max-B.O]Eu to com pressa, mas vou deixar essa mensagem.Ainda tem mais lugares pra se ver na viagem Sem malandragem a potencia aqui é super sônicaPor toda cidade velocidade bubônicaLírica e harmônica filha da mãe gentil.Por Max 3.0 e Aoritron 3000Dom executa na tática didática na pratica16 válvulas de rimas, batidas automáticas.Espetando a gramática, dando passo a frente.Pois a mentira é sempre vista no olho de quem menteE a verdade nem sempre sai da boca de quem fala Não, nesse caso viajamos sem falsidade na mala.Soldado Patchols não usa colete a prova de balaNossa comição de frente não tem carro abre alasVerso que não faz escala sentimento profundoRio De Janeiro, São Paulo pro mundo.
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreiraPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Aori]Nessa era de ira Aori ora pro mundoE a mãe terra chora, implora em meio as trevas sem fundoNum corpo sem energia uma célulaDentro dela demônios duelam,Debatendo com deboche que desbotam em toda a tela Esse rap é um flashback de Opios instantâneoAos rappers que quando nos percebem vazam igual a óleo no mediterrâneoInumanos e Max-B.O juntos brilham tipo só um só Saboreia as sementes do saber, saca sóDos escritros em papiros aos registros em placas de somVocê sabe que me refiro, à tradição oral, ao meu domAo redor do mundo sua gíria como administro a pressãoVibração que transmito ver fios de alta tençãoEsse é o mundo visto atravez de uma frestaPor que do mundo o que mais nos resta ?De quem é esse mundo?Será que alguém se interessa?Por que pro mundo irmãoA hora é essa Pro mundo...

Pela nova visão!!

Uma nova revelação,
você sempre soube mas ainda não tinha compreendido
Uma nova humanização, a nova geração, passando de mono pra estéreo,
em vários tons, é sério, é sério
O microfone, meu megafone, tome emprestado um pouco da minha energia,
tem sobrando pra todos os lados
Força importante, uma força a mais pra aturar a pressão
que tenta esmagar sua mente contra a parede chapiscada da ilusão
Enxergando a realidade por de trás, depois da curva
Apesar da visão turva e obscura da humanidade em geral
Miopia espiritual, pegou um, pegou geral
Dignidade, simplicidade, infelizmente se tornaram artigos de luxo na atualidade
Falta de vontade,
disparidade entre discurso e atitude são maiores pilares dessa situação
Escalafobética, patética, na qual nos metemos, pela qual vivemos e morremos
Algumas vezes mais, pra aprender, reconhecer a todos como irmãos,
uns mais evoluídos, outros não…
mas todos com sua missão
UMA NOVA VISÃO, É
O microfone, meu megafone, passando de mono pra estéreo a sua compreensão
Na real, discutir sobre o fim da violência é quase que total perda de tempo,
paleativo, nem o sujeito mais socialmente ativo
irá conseguir mudanças minimamente palpáveis
Praticamente apenas praticará o esporte mais popular da humanidade,
jogar palavras ao léu, jogar palavras ao vento
Nada muda,
enquanto não mudarem os valores na raiz de todos, eu disse todos,
exploradores e explorados, violentadores e violentados, tudo é meio a meio,
tudo caminha lado-a-lado
Não sei se me entende, mas o que eu digo o que a maioria,
que ficasse nesse lugar faria o mesmo,
quando tem uma oportunidade ou faz mesmo
Mesmo que em escala menor,
microcosmo, macrocosmo,
porém a intenção que movimenta a ação é sempre a mesma
Cadeia alimentar, lei da selva, o mais forte destroça, atropela,
passa por cima do mais fraco
Consumismo, super valorização da matéria: o lado espiritual,
ou seja, o real, ficou na miséria,
a mesma que domina e povoa o planeta terra por sinal
Competição a todo custo, vitória a qualquer custo, estilo de vida fatal, que resultou nesse fiasco,
nesse insulto que é hoje a humanidade, esse fracasso
“Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”
Eu digo, isso pra mim é o primeiro passo pro que, em bom português,
se chama hipocrisia, como é no alto clero, como é em Brasília
B black bota o dedo na ferida, antes de querer que a humanidade mude,
que tal mudar um pouco nosso próprio ponto de vista?
Uma nova visão!
Paciência sem subserviência é a combinação mais poderosa desse mundo:
somos realmente uma coisa só
O efeito bumerangue taí, provando, levando e trazendo o que há de melhor e pior
Plantamos e colhemos em outros cantos e aqui mesmo,
portanto não seja dissimulado,
você sabe o que está acontecendo
No centro de tudo,
no centro da questão tá a preguiça,
a falta de disposição pra mudar
Várias preguiças somadas e o mundo sente o efeito, mentalidade falida,
morta viva, não tem jeito
Eu tô dizendo: é preciso quebrar as regras daqui, seguir as regras de lá,
com confiança, sangue frio, sem se apavorar
Cada um no seu tempo, cada qual no seu caminho, estradas separadas seguindo pro mesmo objetivo.
Destino ou nãoPelo menos no momento, uns mais rápidos, outros lentos,
porém no subconsciente todos atentos
Formigamento ao ouvir o chamado, eu não invento nada,
só transmito os recados, os fragmentos
Fábio, meu irmão, seguimos na missão, a cabeça erguida
e no peito a batida que for,
meu coração é exclusivo só do meu senhor
Estilo libertário, vivo nesse mundo mas não sou presidiário da matéria
Procuro me desvincular cada vez mais, desapegar, usar somente o necessário pra passar
Pois quando menos se espera, lá vem mais uma despedida do planeta terra…

O negócio é...

O negócio é, chupar o caroço da fruta do cacau
O negócio é, subir no coqueiro e do alto ver o mar
O negócio é, fazer plantação pra depois poder colher
O negócio é, criar uma vaca e ter leite pra beber
O negócio é, é saber que o mar não ta pra peixe e
SairPra pescarO negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
Mas o negócio é, é tomar uma cana pro frio não mePegar
O negócio é, fazer um telhado pras aguas não molhar
O negócio é, fuba no almoço e farinha no jantar
O negócio é, tocar a sanfona pra nega rebolar
O negócio é, saber que o mar não ta pra peixe e sai
rPra pescar
O negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
O mais o negócio é
O negócio é
O negócio é
O negócio é

15 outubro, 2009

Intervenções urbanas

No caminho pro Fundão, no Parque União, eu sempre noto uma intervenção urbana num muro perto de um ponto de ônibus que diz o seguinte: " a inveja é a melhor arma" O que será isso?

06 outubro, 2009

Hare balsas

Aguardem os novos produtos, pra todas as linhas, todas as fugas (!!):

Hare idade, by Valery
Hare babem, by Camila
Hare feito, by BV

su-rre-ais!
Amo todos!!

Mercedes bem ali, perto do mar

Hoje as 15:00 vai ter recital, imagino que uma reverência a Marcedes Sosa, não sei, não importa, mas quem se animar, no prédio de Geografia, campus da praia vermelha, massa! A fonte também é da lista do yahoo, agora com tantas coisas a as]dministrar, twiter, blog, blá, b´lá, blá, há tempos não confiria...achei coisas legais, tipo isso.

Legenda: "Policial israelense detém garoto palestino em confronto em Jerusalém Oriental; Israel quer prevenir novas rodadas de distúrbios"


Fonte: lista yahoo de geografia, mas que tirou de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/imagemdodia/p_20091005_09.shtml


29 setembro, 2009

cines

A semana passada foi do cinema, fechou com dois docs pré-batalha real no cinema nosso, parabéns ao chileno no Areal, que acertou na amazônia, muito sutil, muito legal!

Salve geral, a garota aqui chiquérrima foi na pré-estreia, com debate com o diretor e tudo, bem legal tb, não surpreende, mas foi bem feito, o papel da Andréia Beltrão é da hora, esse surpreendeu, gostei muito de assistir, um salve a tudo isso, quem não faz gol leva, então engulam mesmo! só que não fiquei pro debate, demorou a começar, e eu tava a pé, já meio tarde..enfim
de lá acabei passando pela rua da Tandy, senti o cheiro do jogo do Palmeiras no Dona Santa, tudo bem, vai, algumas bramas extra no cartão em troca da TV dos caras, valeu pelo jogo, pelo placar, pelas brejas, e pelos garçons, todos muito legais (o alagoano-carioca o mais!), seremos amigos de jogo, acho que sim.

Além disso, na semana tb rolaram A erva do rato e Guarapa. A erva é meio surreal, sei lá, muito cabeça...não entendi muito a proposta, mas gostei do personagem do Selton. Guarapa, puts...na boa, assumo, mas não gostei nem um pouco, dinheiro público jogado fora, nada que não já sabemos, o tal do mito da necessidade nordestino, claro que a outra face, mas assim mesmo, não concordo que é pra chocar os que ainda não se chocaram, peraí galera, 2009, fome no sertão, isso é novo? tamo na hora da proatividade, na solução mesmo, não dá pra esperar, não pra ficar chocando os que ainda não se chocaram, a condição é múltipla e vai acontecendo independente das sensações, happening, queiram eles ou não.

entremundos

"quando alguem diz culpa, se liga, ai vem a desculpa"

e

"o que passou a viver que não viva?"
"errar, dizem que errar é humano"

não basta ser forte, tem que ser fortaleza

" a vida é pra quem topa qualquer parada, e não pra quem pára em qualquer topada"

muito bom, é isso ai!

re-instaurar, pelo amor de deus!

há uns anos eu dizia que mais velha, gostaria de virar restauradora, tipo de arte, de arquiteturas...ia ser um trabalho massa, ficar na função com um bisturi, meticulosamente só, no silêncio, dar forma, revelar...agora não penso nada disso, re-instaurar o caralho!

talvez tradutora, tradutora de coisas gringas que me interesso ler, tô ouvindo direto que as traduções estão ruins, de repente, eu e mais alguém que saiba a outra lingua, podiamos traduzir coisas que eu adoraria ler, oportunidade de ler, e ainda ganhar pra isso.

28 setembro, 2009

Para Josevânia, que tambem é flor, e é roots




rutizêra


produto roots


Não institucionalizada, for ever

Há umas duas semanas eu perdi a carteirinha do R.U da UFF, e semana passada chegaram as da UFRJ, de 2009 (!!), de toda a galera, menos a minha.

sem título, vai

porque será que as pessoas usam com conforto a palavra microcosmos e não a cosmos?

20 setembro, 2009

Pela não estabilidade no emprego público.

Não dá mais. Não dá mais pra ver e ignorar a condição da estabilidade no serviço estatal, que tá implicando num ranço (entendendo ranço como fluxo estagnado) dos servidores e na inércia dos outros nós, que “sabendo como funciona” acabamos por procurar outro caminho ou pelo “jeitinho”.
Sei lá, pode parecer muita viagem mesmo, esse dias um cara desses, um servidor (será que ele(s) serve(m )ou se serve(m)?) até riu da minha cara, por eu não saber como funciona .
Eu sei de algumas coisas. Só o que tá sendo necessário saber é sobre a estabilidade que este serviço dá. Serviço, não chamam nem de trabalho, enfim... Os outdoors das empresas que ensinam agente a passar nos concursos, rumo à estabilidade, denunciam o comércio formado em cima dessa condição de estabilidade em tempo difíceis, os de hoje. Então parece mais fácil se apegar nesse ranço, em meio à borrasca.
Tá difícil porque deixamos chegar neste ponto, eu penso, e o que tá feito tá feito, não dá pra negar. Eis o mundo de hoje! Mais ou menos como disse Kontratiev, quanto maior a onda, maior o tempo de sua inversão, quer dizer, deixamos chegar nesse ponto, então vai ser mais difícil e trabalhoso mesmo desfazer toda esta beleza da produção humana. Oxalá o Estado será uma delas, mas de acordo com o Kontra, isso vai levar um tempo maior... Podíamos começar por ora com essa palhaçada de estabilidade. Porque é só uma estabilidade empregatícia, de cada um deles, que reflete escancaradamente em desaceleração, preguiça, má atenção, e usos e abusos da posição de servidor.
Puxa, a instabilidade dá o start pra todas as possibilidades de cada singularidade que agente é dentro da multiplicidade. Fazer churrasco da vaca que sempre deu leite pra família foi um meio de corte, pra novas conexões, né Beto?! Vamo aí, galera, estabilidade é o caralho, vamos nos por prova, pagar pra ver, fuçar. Intuir e fuçar. Faça, force e fuce, não fique na fossa, ainda que confortavelmente estável, naquela fossa programada, “que faz parte”, pelo amor de Deus!

que viagem...

Se eu ganhasse muito dinheiro agora eu pensaria num jeito de mapear as pessoas que estão vivendo na rua, as que passam muito tempo na rua, aquelas que comem, dormem, transitam com o que agüentam carregar, caminham... enfim, vivem na rua. Tô vendo tanta, mas tanta, mas taaanta gente assim que tô pensando no que tá acontecendo. O que será que está acontecendo? Porque as coisas acontecem independentemente (de um único referencial, ainda que hegemônico), simultaneamente e instantaneamente. Então enquanto agente tá num movimento, outros tantos estão também, outros processos. Daí que eu pensei muito nisso nos dois últimos dias, quem são esses caras? O que eles já foram? É tanta gente! E isso,
Que viagem...

18 setembro, 2009

Eu me rendo, como não?





Onde queres revólver, sou coqueiroE onde queres dinheiro, sou paixãoOnde queres descanso, sou desejoE onde sou só desejo, queres nãoE onde não queres nada, nada faltaE onde voas bem alto, eu sou o chãoE onde pisas o chão, minha alma saltaE ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou malucoE onde queres romântico, burguêsOnde queres Leblon, sou PernambucoE onde queres eunuco, garanhãoOnde queres o sim e o não, talvezE onde vês, eu não vislumbro razãoOnde o queres o lobo, eu sou o irmãoE onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espíritoE onde queres ternura, eu sou tesãoOnde queres o livre, decassílaboE onde buscas o anjo, sou mulherOnde queres prazer, sou o que dóiE onde queres tortura, mansidãoOnde queres um lar, revoluçãoE onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amorConstruir-nos dulcíssima prisãoEncontrar a mais justa adequaçãoTudo métrica e rima e nunca dorMas a vida é real e de viésE vê só que cilada o amor me armouEu te quero (e não queres) como souNão te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeoE onde queres romance, rock’n rollOnde queres a lua, eu sou o solE onde a pura natura, o inseticídioOnde queres mistério, eu sou a luzE onde queres um canto, o mundo inteiroOnde queres quaresma, fevereiroE onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fimDo que em mim é de mim tão desigualFaz-me querer-te bem, querer-te malBem a ti, mal ao quereres assimInfinitivamente pessoalE eu querendo querer-te sem ter fimE, querendo-te, aprender o totalDo querer que há e do que não há em mim

17 setembro, 2009

a perda do cabaço

Bom, mesmo tendo acabado de criar o tal do twiter, vim pra cá e o fiz, este que vos fala. Vamos ver, acho que pode ser legal, tô falando meio que sozinha, então vamo lá!

Saudades de muitos aqui pelo Ingá, mas tb, fazendo o certo, buscando outras histórias...e elas bem estão chegando, acreditam, a todo o tempo!

Apaixoanda pela palavra-expressão que recebi do Deleuze, pela boca do Beto: Conect I cut, é isso ai, no corte-fluxo, fluxo seeempre!
Conecta, mas corta, pra conectar outros, são tantos!!

Hoje, eu agradeço o Marcelo Lopes, que foi incrível, o Max B. O., que pelo seu som no seu my space me inspira desde sábado, e a tudo, que é o sou do Camelo, outro Marcelo.


Delíiiirios!
(sumemo brasil original)