14 setembro, 2010
El País, via área restrita do UOL
10 julho, 2010
Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade, artigo de Aziz Ab’Saber
Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não tem qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos tecnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, , seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.
Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos essa idéia para Brasília, e recebemos em resposta que essa era uma idéia boa mas complexa e inoportuna (…). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal. Razão pela qual ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país. Sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras sobretudo de países hegemônicos venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (…). Ou seja, os revisores do atual Código Flo r estal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha.
O primeiro grande erro dos que no momento lideram a revisão do Código Florestal brasileiro – a favor de classes sociais privilegiadas – diz respeito à chamada estadualização dos fatos ecológicos de seu território especifico. Sem lembrar que as delicadíssimas questões referentes à progressividade do desmatamento exigem ações conjuntas dos órgãos federais específicos, em conjunto com órgãos estaduais similares, uma Policia Federal rural, e o Exercito Brasileiro. Tudo conectado ainda com autoridades municipais, que tem muito a aprender com um Código novo que envolve todos os macro-biomas do país, e os mini-biomas que os pontilham, com especial atenção para as faixas litorâneas, faixas de contato entre as áreas nucleares de cada domínio morfoclimático e fitogeográfico do território. Para pessoas inteligentes , capazes de prever impactos, a diferentes tempos do futuro, fica claro que ao invés da “estadualização”, é absolutamente necessário focar para o zoneamento físico e ecológico de todos os domínios de natureza dos pais. A saber, as duas principais faixas de Florestas Tropicais Brasileiras: a zonal amazônica e a azonal das matas atlânticas o domínio dos cerrados, cerradões e campestres: a complexa região semi-árida dos sertões nordestinos: os planaltos de araucárias e as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, além de nosso litoral e o Pantanal Mato-grossense.
Seria preciso lembrar ao honrado relator Aldo Rabelo, que a meu ver é bastante neófito em matéria de questões ecológicas, espaciais e em futurologia – que atualmente na Amazônia Brasileira predomina um verdadeiro exercito paralelo de fazendeiros que em sua área de atuação tem mais força do que governadores e prefeitos. O que se viu em Marabá, com a passagem das tropas de fazendeiros, passando pela Avenida da Transamazônica, deveria ser conhecido pelos congressistas de Brasília, e diferentes membros do executivo. De cada uma das fazendas regionais passava um grupo de cinqüenta a sessenta camaradas, tendo a frente em cavalos nobres, o dono da fazenda e sua esposa, e os filhos em cavalos lindos.
E, os grupos iam passando separados entre si, por alguns minutos. E, alguém a pé, como se fosse um comandante, controlava a passagem da cavalgada dos fazendeiros. Ninguém da boa e importante cidade de Marabá saiu para observar a coluna amedrontadora dos fazendeiros. Somente dois bicicletistas meninos, deixaram as bicicletas na beira da calçada olhando silentes a passagem das tropas. Nenhum jornal do Pará, ou alhures, noticiou a ocorrência amedrontadora. Alguns de nós não pudemos atravessar a ponte para participar de um evento cultural.
Será certamente, apoiados por fatos como esse, que alguns proprietários de terras amazônicas deram sua mensagem, nos termos de que “a propriedade é minha e eu faço com ela o que eu quiser, como quiser e quando quiser”. Mas ninguém esclarece como conquistaram seus imensos espaços inicialmente florestados. Sendo que, alguns outros, vivendo em diferentes áreas do cetro-sul brasileiro, quando perguntados sobre como enriqueceram tanto, esclarecem que foi com os “seus negócios na Amazônia” (…). Ou sejam, através de loteamentos ilegais, venda de glebas para incautos em locais de difícil acesso, os quais ao fim de um certo tempo, são libertados para madeireiros contumazes. E, o fato mais infeliz é que ninguém procura novos conhecimentos para re-utilizar ter ras degradadas. Ou exigir dos governantes tecnologias adeq u adas para revitalizar os solos que perderam nutrientes e argilas, tornando-se dominadas por areias finas (siltizaçao).
Entre os muitos aspectos caóticos, derivados de alguns argumentos dos revisores do Código, destaca-se a frase que diz que se deve proteger a vegetação até sete metros e meio do rio. Uma redução de um fato que por si já estava muito errado, porém agora esta reduzido genericamente a quase nada em relação aos grandes rios do pais. Imagine-se que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a grande maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território intertropical brasileiro. Na linguagem amazônica tradicional, o próprio povo já reconheceu fatos referentes à tipologia dos rios regionais. Para eles, ali existem, em ordem crescente: igarapés, riozinhos , rios e parás. Uma última divisão lógica e pragmática, que é aceita por todos os que conhecem a realidade da rede fluvial amazônica.
Por desconhecer tais fatos os relatores da revisão aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d’água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional.
Mas o pior é que as novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Fala-se em sete metros e meio das florestas beiradeiras (ripario-biomas), e, depois em preservação da vegetação de eventuais e distantes cimeiras. Não podendo imaginar quanto espaço fica liberado para qualquer tipo de ocupação do espaço. Lamentável em termos de planejamento regional, de espaços rurais e silvestres. Lamentável em termos de generalizações forçadas por grupos de interesse (ruralistas).
Já se poderia prever que um dia os interessados em terras amazônicas iriam pressionar de novo pela modificação do percentual a ser preservado em cada uma das propriedades de terras na Amazônia. O argumento simplista merece uma critica decisiva e radical. Para eles, se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%. Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, e Minas Gerais com o percentual de 20%. Nos planaltos interiores de São Paulo a somatória dos desmatamentos atingiu cenários de generalizada derruição. Nessas importantes áreas, dominadas por florestas e redutos de cerrados e campestres, somente o tombamento integrado da Serra do Mar, envolvendo as mata s atlânticas, os solos e as aguadas da notável escarpa, foi capaz de resguardar os ecossistemas orográficos da acidentada região. O restante, nos “mares de morros” , colinas e várzeas do Médio Paraíba e do Planalto Paulistano, e pró-parte da Serra da Mantiqueira, sofreram uma derruição deplorável. É o que alguém no Brasil – falando de gente inteligente e bioética – não quer que se repita na Amazônia Brasileira, em um espaço de 4.200.000 km².
Os relatores do Código Florestal, falam em que as áreas muito desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a “(re)florestamento” por espécies homogêneas pensando em eucalipto e pinus. Uma prova de sua grande ignorância, pois não sabem a menor diferença entre reflorestamento e florestamento. Esse último,pretendido por eles, é um fato exclusivamente de interesse econômico empresarial, que infelizmente não pretende preservar biodiversidades. Sendo que, eles procuram desconhecer que para áreas muito degradadas, foi feito um plano de (re) organização dos espaços remanescentes, sob o enfoque de revigorar a economia de pequenos e médios proprietários: Projeto FLORAM. Os eucaliptólogos perdem éticos quando alugam espaços por trinta anos, de incautos proprietários, preferindo áreas dotadas ainda de solos tropicais férteis,do tipo dos oxissolos, e evitando as áreas degradadas de morros pelados reduzidas a trilhas de pisoteio, hipsométricas, semelhantes ao protótipo existente no Planalto do Alto Paraíba, em São Paulo. Ao arrendar terras de bisonhos proprietários, para uso em 30 anos, e sabendo que os donos da terra podem morrer quando se completar o prazo. Fato que cria um grande problema judicial para os herdeiros, sendo que ao fim de uma negociação as empresas cortam todas as árvores de eucaliptos ou pinos, deixando miríades de troncos no chão do espaço terrestre. Um cenário que impede a posterior reutilização das terras para atividades agrárias. Tudo isso deveria ser conhecido por aqueles que defendem ferozmente um Código Florestal liberalizante.
Por todas as razões somos obrigados a criticar a persistente e repetitiva argumentação do deputado Aldo Rebelo,que conhecemos ha muito tempo, e de quem sempre esperávamos o melhor, no momento somos obrigados a lembrar a ele que cada um de nós tem que pensar na sua biografia, e , sendo político, tem que honrar a historia de seus partidos. Mormente,em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários.
Insistimos que em qualquer revisão do Código Florestal vigente, deve-se enfocar as diretrizes através das grandes regiões naturais do Brasil, sobretudo domínios de natureza muito diferentes entre si, tais como a Amazônia, e suas extensíssimas florestas tropicais, e o Nordeste Seco, com seus diferentes tipos de caatingas. Tratam-se de duas regiões opósitas em relação à fisionomia e à ecologia, assim como em face das suas condições socioambientais. Ao tomar partido pelos grandes domínios administrados técnica e cientificamente por órgãos do executivo federal, teríamos que conectar instituições específicas do governo brasileiro com instituições estaduais similares. Existem regiões como a Amazônia que envolve conexões com nove estados do Norte Brasileiro. Em relação ao Brasil Tropical Atlântico os órgãos do Governo Federal – IBAMA, IPHAN, FUNAI e INCRA – teriam que manter conexões com os diversos setores similares dos governos estaduais de norte a sul do Brasil. E assim por diante.
Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.
Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres. Em qualquer espaço do território amazônico, que vem sendo estabelecidas glebas com desmate de até 80%,haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas inter-propriedades estreitas e mal preservadas. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, inter-glebas ficarão à mercê de corte de arvores dotadas de madeiras nobres. E além disso, a biodiversidade animal certamente será profundamente afetada.
Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondente às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente.
22 dezembro, 2009
Estado fora do dentro
De onde eu vejo, da acumulação primitiva veio a ruptura ecológica-territorial, e daí todo o resto: campo-cidade (!!), urbano/industrial-todo o resto, fonte-produto final (!!), natureza-sociedade (!!), espaço-sociedade. Desse pretenso hegemônico olhar maldito veio a fragmentação, a natureza vira um, dois, três...solo, solo agrícola, subsolo, recursos naturais, recursos minerais, um amplo mercado de mercadorias, tem pra quem tem. Crise ambiental, crises na (re)presentação, um mal estar de qual o sentido do mundo mesmo?
Estou com a produção de subjetividades outras; asignifixação. Por esses dias tive o privilégio (ando tendo, com muita sorte!) de ouvir da Camila coisas sobre contemporaneidade, multitemporalidades una, foi incrível, exemplo de olhar não-capitalístico, conectado, trabalhador no não desperdício da experiência. Oxalá vejo mais desses, por ai, por ali, geografando sem registrar materialmente, fluxos nos fixos.
Um encontro de escala mundial com estados nacionais com a temática do clima no planeta não pode ser considerado o mais importante do século - ouvi isso na TV, de que século tão falando, do 20 ou 21? Se for do 21, ai-meu-deus!! Tratando do impedimento de se extrapolar mais que 2⁰C na temperatura nos próximos não sei quantos anos, não vai, sem brincadeira, vai...desse jeito nenhum anjo ou sábio vai aparecer pra dar uma força. Os caras bem estão afim, mais são tão sábios e iluminados que preferem contribuir com o que realmente vai resolver, e a solução tá na transformação, inovação, não na manutenção.
A idéia de encontro é sempre boa, processual, que movimenta, põem em comum múltiplos olhares e faz crescer, explicita, exemplifica, retifica, densifica. Mais bacana ainda quando lida com as diferenças. Refletir as outras percepções ajuda na elaboração das políticas. Eu curto as mais conectadas, de escala mais ampliada, aquelas que vão além, e são anteriores e/ou transversais ao capital. De verdade. Viver no entendimento não fragmentado, dicotômico, transcendente ou não-reflexivo. Sabe pensar um território que extrapola os limites dados pelo Estado e mantem a conexão anterior? Os Guarani sabem. Sabe uma prática social que não se escreve, se relaciona com a materialidade produzida mas não se encerra nela, determinada; e se realiza no instante, na imanência da vida e objetividade do bom trabalho? Os caras do freestyle e do skate sabem. Tantas geografias que dão a dica de linhas de fuga ao capetalismo e tudo o que ele toca: transcendências.
Agora por mim, saber que a geografia poderia dar insumo, mantendo seu nome e (fa)sendo, fica a indigestão, de que os geógrafos vão bem mas ela vai mal. A “ciência”que se diz dar conta dos arranjos espacializados pelas sociedades não anda desvelando a desordem atual, somando na ruptura do delírio do capeta. Por onde começar? Pode onde se está, se é.
02 dezembro, 2009
diálogo de segunfa-feira
- Nossa, aqui é 0,50 a impressão,né?! Na geografia é 0,10
- Pois é, e você gosta de lá? Porque esses dias veio uma menina que tinha imprimido um trabalho super importante lá e saiu falhado, ela veio aqui e teve que imprimir tudo de novo, me falou que o barato saiu caro...
- Ah....eu nunca tive problemas com a qualidade, só que os caras não tem hora, tipo agora, duas da tarde, as duas Xerox do prédio tão fechadas
...
barulhinho da impressora trabalhando
...
- Dá uma olhada, as três primeiras saíram um pouco falhadas...
- E você tem como imprimir de novo agora?
- Nãaao, vou ter que ir no Centro carregar o cartucho.
- Ah, tá, não tem problema.
(não foi barato, mas era importante)
20 outubro, 2009
Aziz Ab´Saber em Ubatuba
Dia 30, lá no campus da UNITAU, ai como eu queria!!!
19 outubro, 2009
manhã de segunda-feira
Vi tb o fim de semana do Rio, que não tinha me atingido até agora a pouco, referindo a noticias da media. Nossa...foi foda ver que os caras derrubaram um helicóptero, tb foi foda ver as mães dos caras inocentes que moravam na favela e foram executados por 10 bandidos, segundo a globo. foi foda mesmo, gente
Na zona norte, reparei as montanhas de lixo nas ruas, pensei que podem ser devido ao final de semana que a tv me mostrou só hoje, com dias de terror, não tem coleta que aguente...
De resto o dia começou, tem feira indiana no CT, vou correr pra UFF pra ter aula bacana do ruy, não quero perder, ai...e chegar em casa, ficar quietinha, amanhã vou na delega, fazer o B. O., nem sei como vai ser, o rio é uma surpresa! ou várias
boa semana a todos, tenhamos fé sejamos fortaleza, não basta ser forte
Obrigada B Negão, tá sendo a trilha
18 outubro, 2009
PRO MUNDO INUMANOS
[Aori]Siglas manipulam a maioria tipo argilaSimplesmente somem sob o soloDissimulam, não assimilam ao sabor do vento.Amargo gosto de nadaSituação dramática sujeita a relâmpagos, trovoada.O lar da lábia, onde os sinos se situam.O cérebro da metrópole onde os sintomas se acumulamO espelho pro mundo sempre ha algo a refletirEscritores profundos, Menestréis, Mc's o esforço é mínimo.Que enrola a linha do raciocínio, um olhar clinico.Mãos atadas pro mímico, nó cego, nóis cegos, duelo de cegos.Se eu me enxergo não nego eu confronto seu egoPeça sem desgaste no mais perfeito encaixeAgindo tipo guindaste elevando a engrenagemTodos somos partes, comparsas ao redor da esfera.Por todo planeta só sangue bom se regenera
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreirasPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Max-B.O]Eu to com pressa, mas vou deixar essa mensagem.Ainda tem mais lugares pra se ver na viagem Sem malandragem a potencia aqui é super sônicaPor toda cidade velocidade bubônicaLírica e harmônica filha da mãe gentil.Por Max 3.0 e Aoritron 3000Dom executa na tática didática na pratica16 válvulas de rimas, batidas automáticas.Espetando a gramática, dando passo a frente.Pois a mentira é sempre vista no olho de quem menteE a verdade nem sempre sai da boca de quem fala Não, nesse caso viajamos sem falsidade na mala.Soldado Patchols não usa colete a prova de balaNossa comição de frente não tem carro abre alasVerso que não faz escala sentimento profundoRio De Janeiro, São Paulo pro mundo.
Pro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroFora do alcance pro radar sem parar na fronteiraVisto sem passaporte forte passando barreiraPro mundo São Paulo, Rio De Janeiro.Swing maninho e Tone ManeiroEscritores profundos sempre apostos, apostos.Desde os primeiros segundos nunca em pólos opostos
[Aori]Nessa era de ira Aori ora pro mundoE a mãe terra chora, implora em meio as trevas sem fundoNum corpo sem energia uma célulaDentro dela demônios duelam,Debatendo com deboche que desbotam em toda a tela Esse rap é um flashback de Opios instantâneoAos rappers que quando nos percebem vazam igual a óleo no mediterrâneoInumanos e Max-B.O juntos brilham tipo só um só Saboreia as sementes do saber, saca sóDos escritros em papiros aos registros em placas de somVocê sabe que me refiro, à tradição oral, ao meu domAo redor do mundo sua gíria como administro a pressãoVibração que transmito ver fios de alta tençãoEsse é o mundo visto atravez de uma frestaPor que do mundo o que mais nos resta ?De quem é esse mundo?Será que alguém se interessa?Por que pro mundo irmãoA hora é essa Pro mundo...
Pela nova visão!!
Na real, discutir sobre o fim da violência é quase que total perda de tempo,
Uma nova visão!
Paciência sem subserviência é a combinação mais poderosa desse mundo:
O negócio é...
O negócio é, subir no coqueiro e do alto ver o mar
O negócio é, fazer plantação pra depois poder colher
O negócio é, criar uma vaca e ter leite pra beber
O negócio é, é saber que o mar não ta pra peixe e
SairPra pescarO negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
Mas o negócio é, é tomar uma cana pro frio não mePegar
O negócio é, fazer um telhado pras aguas não molhar
O negócio é, fuba no almoço e farinha no jantar
O negócio é, tocar a sanfona pra nega rebolar
O negócio é, saber que o mar não ta pra peixe e sai
rPra pescar
O negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai
Chegar
Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.
O mais o negócio é
O negócio é
O negócio é
O negócio é
15 outubro, 2009
Intervenções urbanas
13 outubro, 2009
06 outubro, 2009
Hare balsas
Hare idade, by Valery
Hare babem, by Camila
Hare feito, by BV
su-rre-ais!
Amo todos!!
Mercedes bem ali, perto do mar
29 setembro, 2009
cines
Salve geral, a garota aqui chiquérrima foi na pré-estreia, com debate com o diretor e tudo, bem legal tb, não surpreende, mas foi bem feito, o papel da Andréia Beltrão é da hora, esse surpreendeu, gostei muito de assistir, um salve a tudo isso, quem não faz gol leva, então engulam mesmo! só que não fiquei pro debate, demorou a começar, e eu tava a pé, já meio tarde..enfim
de lá acabei passando pela rua da Tandy, senti o cheiro do jogo do Palmeiras no Dona Santa, tudo bem, vai, algumas bramas extra no cartão em troca da TV dos caras, valeu pelo jogo, pelo placar, pelas brejas, e pelos garçons, todos muito legais (o alagoano-carioca o mais!), seremos amigos de jogo, acho que sim.
Além disso, na semana tb rolaram A erva do rato e Guarapa. A erva é meio surreal, sei lá, muito cabeça...não entendi muito a proposta, mas gostei do personagem do Selton. Guarapa, puts...na boa, assumo, mas não gostei nem um pouco, dinheiro público jogado fora, nada que não já sabemos, o tal do mito da necessidade nordestino, claro que a outra face, mas assim mesmo, não concordo que é pra chocar os que ainda não se chocaram, peraí galera, 2009, fome no sertão, isso é novo? tamo na hora da proatividade, na solução mesmo, não dá pra esperar, não pra ficar chocando os que ainda não se chocaram, a condição é múltipla e vai acontecendo independente das sensações, happening, queiram eles ou não.
entremundos
e
"o que passou a viver que não viva?"
"errar, dizem que errar é humano"
não basta ser forte, tem que ser fortaleza
muito bom, é isso ai!
re-instaurar, pelo amor de deus!
talvez tradutora, tradutora de coisas gringas que me interesso ler, tô ouvindo direto que as traduções estão ruins, de repente, eu e mais alguém que saiba a outra lingua, podiamos traduzir coisas que eu adoraria ler, oportunidade de ler, e ainda ganhar pra isso.
28 setembro, 2009
Não institucionalizada, for ever
20 setembro, 2009
Pela não estabilidade no emprego público.
Sei lá, pode parecer muita viagem mesmo, esse dias um cara desses, um servidor (será que ele(s) serve(m )ou se serve(m)?) até riu da minha cara, por eu não saber como funciona .
Eu sei de algumas coisas. Só o que tá sendo necessário saber é sobre a estabilidade que este serviço dá. Serviço, não chamam nem de trabalho, enfim... Os outdoors das empresas que ensinam agente a passar nos concursos, rumo à estabilidade, denunciam o comércio formado em cima dessa condição de estabilidade em tempo difíceis, os de hoje. Então parece mais fácil se apegar nesse ranço, em meio à borrasca.
Tá difícil porque deixamos chegar neste ponto, eu penso, e o que tá feito tá feito, não dá pra negar. Eis o mundo de hoje! Mais ou menos como disse Kontratiev, quanto maior a onda, maior o tempo de sua inversão, quer dizer, deixamos chegar nesse ponto, então vai ser mais difícil e trabalhoso mesmo desfazer toda esta beleza da produção humana. Oxalá o Estado será uma delas, mas de acordo com o Kontra, isso vai levar um tempo maior... Podíamos começar por ora com essa palhaçada de estabilidade. Porque é só uma estabilidade empregatícia, de cada um deles, que reflete escancaradamente em desaceleração, preguiça, má atenção, e usos e abusos da posição de servidor.
Puxa, a instabilidade dá o start pra todas as possibilidades de cada singularidade que agente é dentro da multiplicidade. Fazer churrasco da vaca que sempre deu leite pra família foi um meio de corte, pra novas conexões, né Beto?! Vamo aí, galera, estabilidade é o caralho, vamos nos por prova, pagar pra ver, fuçar. Intuir e fuçar. Faça, force e fuce, não fique na fossa, ainda que confortavelmente estável, naquela fossa programada, “que faz parte”, pelo amor de Deus!
que viagem...
Que viagem...
18 setembro, 2009
Eu me rendo, como não?
Onde queres revólver, sou coqueiroE onde queres dinheiro, sou paixãoOnde queres descanso, sou desejoE onde sou só desejo, queres nãoE onde não queres nada, nada faltaE onde voas bem alto, eu sou o chãoE onde pisas o chão, minha alma saltaE ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou malucoE onde queres romântico, burguêsOnde queres Leblon, sou PernambucoE onde queres eunuco, garanhãoOnde queres o sim e o não, talvezE onde vês, eu não vislumbro razãoOnde o queres o lobo, eu sou o irmãoE onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espíritoE onde queres ternura, eu sou tesãoOnde queres o livre, decassílaboE onde buscas o anjo, sou mulherOnde queres prazer, sou o que dóiE onde queres tortura, mansidãoOnde queres um lar, revoluçãoE onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amorConstruir-nos dulcíssima prisãoEncontrar a mais justa adequaçãoTudo métrica e rima e nunca dorMas a vida é real e de viésE vê só que cilada o amor me armouEu te quero (e não queres) como souNão te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do quererAh! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeoE onde queres romance, rock’n rollOnde queres a lua, eu sou o solE onde a pura natura, o inseticídioOnde queres mistério, eu sou a luzE onde queres um canto, o mundo inteiroOnde queres quaresma, fevereiroE onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fimDo que em mim é de mim tão desigualFaz-me querer-te bem, querer-te malBem a ti, mal ao quereres assimInfinitivamente pessoalE eu querendo querer-te sem ter fimE, querendo-te, aprender o totalDo querer que há e do que não há em mim
17 setembro, 2009
a perda do cabaço
Saudades de muitos aqui pelo Ingá, mas tb, fazendo o certo, buscando outras histórias...e elas bem estão chegando, acreditam, a todo o tempo!
Apaixoanda pela palavra-expressão que recebi do Deleuze, pela boca do Beto: Conect I cut, é isso ai, no corte-fluxo, fluxo seeempre!
Conecta, mas corta, pra conectar outros, são tantos!!
Hoje, eu agradeço o Marcelo Lopes, que foi incrível, o Max B. O., que pelo seu som no seu my space me inspira desde sábado, e a tudo, que é o sou do Camelo, outro Marcelo.
Delíiiirios!
(sumemo brasil original)






